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Registrado: 02 Mar 2005 Mensajes: 5015 Ubicación: Palma de Mallorca
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Publicado: Mar Ago 28, 2007 1:19 pm Asunto: AMBULÂNCIAS e o CONTROLE DE INFECÇÕES |
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AMBULÂNCIAS e o CONTROLE DE INFECÇÕES
Heloisa Helena Karnas Hoefel
Introdução
Lixo e outros resíduos
Aventais, máscaras, óculos e luvas
Cabelos
Higiene das Mãos
Material de Terapia Respiratória
Limpeza
Precauções
Introdução
Os sistemas de ambulâncias urbanas emergiram na segunda metade do século XIX como um desenvolvimento de experiências militares na Europa e América. Uma vez que os textos para ambulâncias urbanas eram raras, textos militares de medicina na guerra foram inicialmente adaptados a medicina de urgência em acidentes civis [i].
As publicações a respeito de ambulâncias são mais freqüentemente relacionadas aos tipos de atendimento [ii] [iii] [iv] [v] [vi] [vii] [viii]. Os trabalhos relacionados à transmissão de infecções e estes veículos são escassos [ix] [x].
Existem estudos que indicam que a maioria dos transportes sejam relacionado a episódios cardio respiratórios, perda de consciência e trauma2 . No entanto estes episódios podem estar associados e eliminação de secreções e excreções infectantes bem como ao transporte de pacientes com doenças transmissíveis pelo contato com estes materiais potencialmente contaminados.
As indicações presentes são sugestões de rotinas para a prevenção de infecções relacionadas a estes transportes baseadas nas poucas publicações de outros autores 9,10.
Uma vez que o espaço dentro de ambulâncias é limitado a organização e reorganização freqüente de materiais em lugares de fácil acesso é indispensável. A acessibilidade de materiais economiza tempo, evita confusão e conseqüentemente diminui a probabilidade de confusão[xi].
Uma listagem do tipo “Check list” com os itens indispensáveis pode ser de utilidade e checada a cada preparação da ambulância. A preparação geral toma aproximadamente 20 minutos 9. Se ela é feita cuidadosamente e os materiais usados ou estragados são inspecionados uma ou duas vezes por dia dificilmente haverá dificuldades em uma chamada de emergência quando o trabalho de inspeção não tiver sido completado.
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1 – Lixo e outros resíduos
1.1 – Agulhas
Desprezar materiais cortantes e pontiagudos, como agulhas, representa o mesmo tipo de problema que nos hospitais em geral. Dependendo da forma como é realizado o descarte na instituição de saúde a que o veículo está associado, o recipiente de descarte poderá ser o mesmo. É recomendado, no entanto que exista um suporte fixo na parede da ambulância ou em uma superfície horizontal com orifício que impeça sua mobilização e/ou derramamento durante o transporte.
Além dos dispositivos descartáveis existentes no mercado, de plástico ou papelão. Até algum tempo atrás ainda eram utilizadas alternativas como latas de cerveja vazias em cujo orifício eram desprezadas agulhas usadas. No entanto era necessário, no entanto, levar em consideração o destino final destas latas. Como o destino final era a incineração, muitas vezes havia problemas já que a maioria dos incineradores no território nacional não é capaz de destruir metais aglomerados em determinadas quantidades sem que a máquina fique danificada. Caixas de papelão mesmo que reforçadas podem representar risco de acidente se alguma agulha chegar a transfixar o papelão ou ultrapassar os espaços de conexão dos diversos segmentos da caixa.
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1.2 - Vômitos
Pequenos sacos plásticos poderão ser adaptados em recipientes cilíndricos rígidos (similares a baldes de praia usados por crianças, 20 cm de altura aproximadamente) tais sacos após estarem cheios devem ser fechados, desprezados em um recipiente de lixo maior e trocados por outro. Recipientes rasos podem ser de mais difícil manuseio pelos movimentos durante transporte.
1.3 – Respingos de sangue e outros materiais infectantes
Um rolo de papel absorvente e uma caixa de luvas de procedimentos serão úteis para a limpeza imediata quando necessário .
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1.4 – Comadres e papagaios
Como na realidade brasileira não existem comadres e papagaios descartáveis, forrar tais artefatos com sacos plásticos pode ser útil. O procedimento será semelhante ao dos recipientes para vômitos. Outra alternativa para papagaios seria a existência de recipientes com boca larga com tampas presas na lateral. Ao final do atendimento serão trocados por frascos vazios.
2 – Aventais, máscaras, óculos e luvas.
Aventais plásticos serão úteis para prevenir o contato de secreções, excreções e fluídos corporais com vestimentas de tecido já que a proximidade é grande em um espaço limitado e existe maior risco de contato.
Máscaras- dois tipos de máscaras devem estar disponíveis: máscara comum (tipo cirúrgica), descartável e máscara com fator de proteção 95 (N95). A primeira será utilizada pelo profissional quando for necessária apenas a barreira física para evitar respingos de sangue ou outra matéria orgânica na boca e nariz. A segunda deverá ser utilizada no atendimento de paciente com suspeita ou confirmação de ser portador de tuberculose. Embora o bacilo de Koch necessite de tempo para ressecamento no ciclo ambiental para atingir alvéolos mais distais, o padrão de auto cuidado, internacionalmente aceito é de usar esta máscara, mesmo para curtas distâncias.
Quando o paciente estiver tossindo, e se ele suportar, deverá ser colocada máscara comum no mesmo.
Óculos- os óculos protetores deverão estar disponíveis e utilizados junto com a máscara comum. Alguns tipos de máscara já vêm com protetor plástico transparente para os olhos, dispensando, neste caso o uso de óculos.
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3 - Cabelos
É aconselhável e racional que pessoas com cabelos compridos os mantenham presos para evitar contato com materiais infectantes ou diretamente com o paciente.
4 – Mãos
A lavagem de mãos nestas situações é difícil, senão impossível. Uma forma alternativa para uma limpeza rápida das mãos pode ser lenços de papel descartáveis úmidos se possíveis embebidos em álcool a 70%. Outra alternativa é a manutenção de um frasco com solução glicerina a 2% e álcool a 70%.
5 – Material de Terapia Respiratória[xii]
5.1- Cateteres de aspiração – descartáveis.
5.2- Frascos de aspiração – trocar a cada paciente, lavar e realizar desinfecção.
5.3- Máscaras de oxigênio – se disponíveis, descartáveis.
Se não, fazer desinfecção com desinfetante de alto nível, após o uso.
5.4- Ambus – a) desinfetar a cada uso, ou autoclavar se do tipo autoclavável.
b) Balão – desinfecção com desinfetante de alto nível uma vez por dia.
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6 – Limpeza da Ambulância
6.1 – Limpeza Interna
A limpeza das superfícies pode ser feita diariamente com água e sabão. Um pano embebido em álcool, após a limpeza, para ajudar na remoção de gorduras e auxiliar a secagem rápida pode ser uma boa opção. O colchão e travesseiro forrados com plástico após a limpeza podem sofrer higiene complementar com hipoclorito de sódio para auxiliar na remoção de sujidade aderida. Podem ser opcionalmente higienizados com água oxigenada onde houver sangue. Não deve ser utilizada sistematicamente para evitar corrosão de partes metálicas inadvertidamente atingidas.
6.2 – Limpeza geral
A limpeza completa interna e externa de todos os componentes da ambulância deve ser realizada a intervalos previamente fixados de acordo com a disponibilidade.
Nestas ocasiões devem ser retirados todos os materiais, macas, etc. e outros itens devem ser limpos em todos seus segmentos com a maior freqüência possível. Tal procedimento deverá durar aproximadamente duas horas 9.
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6.3 - Precauções
Pacientes[xiii] (13) com microorganismos de alta transmissão ou epidemiologicamente importantes, como multi- resistentes que requerem precauções de contato especiais devem ser transportados apenas se for extremamente necessário. No caso de pacientes no domicílio, por exemplo, pacientes que deixam suas casas para fazer hemodiálise e que necessitam transporte especial. O paciente deve ser instruído, quando cooperativo sobre as medidas que ele deve tomar para auxiliar na prevenção da transmissão da doença. O local para onde o paciente será transportado deverá ser avisado no caso de doença transmissível.
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[i] HALLER JS. The beginnings of urban ambulance service in the United States and England. J of Emerg Med.1990; 8 (6): 743-55.
[ii] SOSNIN M, YOUNG D, DUNT Dr. A study of emergency ambulance utilisation. AUSTR FAM PHYS. 1989; 18(3): 233-4; 236, 238.
[iii] WALTERS G & GLUCKSMAN, E. Retention of skills by advanced trained ambulance staff: implications for monitoring and retraining. BM J. 1989; 298 (6674): 649-50
[iv]MULLER M E, NOLTE AG, ROUX J C. Standards for the inter hospital transport of sick neonates. Curations. 1989; 12:3-4.
[v]________.Study of the quality of inter hospital transport of sick neonates by selected ambulances in the withoutersand area. Curationis. 1989; 12 (3-4): 34-7.
[vi] ROUSE A. Effect of the Cornwall helicopter ambulance service emergency
response time. West of Em Med J.1991; 106(3): 68-72.
[vii] SMITH K. The ambulance service past, present and future. Practicioner. 1988; 232 (1453) : 879-80.
[viii] BAKKE A. Nurses in air ambulances. Sykepleien. 1988; 76 (5) : 23.
[ix] STOVGAARD P. Ambulance watch. The Journal of infection control Nursing. Nursing Times. 1989; 85 (49):63-67.
[x] WEST K. Infections Disease Hand book for Emergency care personnel. Lippincott. London. 1987.
[xi] MANGRAM AJ, HORAN TC, PEARSON ML, SILVER LC, JARVIS WR. CDC Guideline for prevention of surgical site infection, 1999. Infect Control Hosp Epidemiol. 1999; 20(4): 227- 80.
[xii] ONZI M, ECHER I, HOEFEL H. Rotina da Unidade de Tratamento Intensivo para a prevenção de infecções respiratórias. Rev. HCPA. 1990; 10(1): 59-60.
[xiii] RHINEHARDT E & FRIEDMAN M. Personal protective equipment and staff supplies. In: _______Infection control in home care. Aspen. 1999. Gaithersburg. |
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